quarta-feira, 3 de abril de 2013

"Mas, outro dia, ouvi uma história incrível, chama-se: o Augusteum. Otaviano Augusto o construi para abrigar seus restos mortais. Vieram os bárbaros, e foi demolido, com o resto. Como Augusto, o primeiro grande imperador de Roma, imaginaria a queda de Roma e de todo o mundo como ele conhecia? Na idade das trevas roubaram as cinzas do Imperador. No século 12, foi uma fortaleza, depois, uma arena de touros, mercado de muambas. Hoje é banheiro de mendigos. É conhecido como um dos lugares mais sossegados e solitários de Roma. A cidade cresceu ao seu redor ao longo dos séculos. Como uma ferida, um coração partido ao qual você se apega pois a dor é boa, todos queremos que as coisas permaneçam iguais, vivemos infelizes com medo que uma mudança estrague tudo. Aí, eu lembrei da história daquele lugar, o caos que ele suportou, o modo como foi adapto, queimado, abandonado, devastado e construído e me tranquilizei. Talvez minha vida não tenha sido tão caótica. O mundo que é, e armadilha é nos apegarmos as coisas. A ruína é o caminho que leva à transformação. Devo estar, devemos estar preparados para as intermináveis ondas de transformação. Nós dois merecemos mais do que ficar juntos por medo de sermos destruídos não ficando''.

Filme: Comer, Rezar e Amar

Nenhum comentário:

Postar um comentário