domingo, 19 de agosto de 2012

Quem é aquela pessoa que tanto amava? Amava a luz do sol quando as 16:00 horas chegavam, amava o cheiro da grama e como a chuva caia sobre os galhos das árvores, adorava pequenos insetos, achava a beleza nas pequenas coisas e reconhecia o seu grande Amor nelas. Onde está aquela da qual eu tanto me orgulhava? Por ser amor em toda seu aroma, por ser choro e felicidade no mesmo dia, por levantar de um tombo e ser ainda mais forte. Aquela da qual agora todos questionam: Onde está?
 Tinha mais desejo em seu coração do que poderia eventualmente realizar. A vontade que a inspirava, a verdade que a levava, que nem ventos, nem águas poderiam derrubar, porque ela era amiga deles. Sim, é dessa pessoa que eu preciso, com todas as imperfeições no entanto feliz, feliz no pouco, feliz no muito. Ela está aqui em algum lugar escondida talvez ou diante dos meus olhos, simplesmente porque toda essa essência não poderia expirar nem muito menos ser esquecido por uma bruta queda, a força que há nesse Amor é maior que tudo que já existiu, era exatamente por isso que ela vivia, por ver essa particularidade no mundo.
"Dentro dela tem um coração bobo,
que é sempre capaz de amar e de acreditar outra vez.
Uma solidão de artista e um ar sensato de cientista…
Tem aquele gosto doce de menina romântica
e aquele gosto ácido de mulher moderna."
(Caio Fernando Abreu)

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

"Ser sensível nesse mundo requer muita coragem. Muita. Todo dia.
Essa saudade, de fazer a alma marejar, de um lugar que não se sabe onde é, mas que existe.
Essa possibilidade de experimentar a dor, quando a dor chega, com a mesma verdade com que experimenta a alegria.
Essa incapacidade de não se admirar com o encanto grandioso que também mora na sutileza.
Essa vontade de espalhar buquês de sorrisos por aí, porque os sensíveis, por mais que chorem de vez em quando, não deixam adormecer a ideia de um mundo que possa acordar sorrindo.
Pra toda gente."
(Ana Jácomo)